16/6/2020 - MORRETES -

Morretes: estrada histórica



Morretes a 521 quilômetros de Campo Mourão, é mais um cidade histórica no "litoral" do Paraná. (sem mar). A população é de 16 mil e 633 habitantes. Está na posição 115 entre 399 municípios do estado. Ao meu ver é a cidade mais bem cuidada do litoral.




A taxa de escolarização de crianças entre 7 e 14 anos é de 97 por cento. O índice de mortalidade infantil é de 8 a cada 1.000. Quase 65 por cento da cidade tem rede de esgoto.




O povoado de Morretes foi fundado em 1721. O nome do município é devido a cidade estar cercada por morros de pequena elevação




Em 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto, no mesmo local da primitiva Capela de 1729.




O progresso do povoado provocou certa rivalidade com Paranaguá, que chegou ao cúmulo de proibir "… o comércio de fazendas secas de lojas em Morretes", por ordem do ouvidor da Capitania no ano de 1780. No ano seguinte, a proibição foi revogada por ordem de Dom Martin Lopes Saldanha, governador-general da capitania. (Romário Martins - História do Paraná)




Com a chegada da Estrada de Ferro Paraná ao litoral, cujo tráfego iniciou-se em 1885, Morretes decaiu vertiginosamente: seu comércio foi altamente prejudicado, parando os engenhos de erva-mate e afetando toda a estrutura sócio-econômico-cultural do município. A partir de então, operou-se uma reação, reconquistando o município, aos poucos, sua importância no contexto do estado do Paraná.




Morretes é uma cidade histórica e rica em arquitetura colonial, com casarões antigos preservados. Possui vários restaurantes que oferecem o prato típico da região: o barreado.




Todas as divisas são formadas por acidentes geográficos, ao norte e oeste pelos espigões das Serras dos Órgãos, da Graciosa, do Marumbi e da Farinha Seca, no sudeste pelas serras da Igreja, das Canavieiras e da Prata. No sudeste, é o Rio Arraial, numa altitude de cerca de 800 metros. Possui também uma das maiores elevações do Paraná, o Pico do Marumbi, que tem 1.539 metros de altura.




A Estrada da Graciosa, ou PR-410, é a antiga rota dos tropeiros. Liga a região de Curitiba às cidades de Morretes e Antonina.

Fizemos o trajeto de ida e volta, durante o período de carnaval, o mais movimentado. Precisa ter paciência. São 30 quilômetros mesclados com asfalto e a chamada pavimentação poliédrica.

Ao longo do trajeto você encontra vários quiosques com guloseimas e bebidas e também gente se refrescando em rios.

Pista estreita e perigosa. Em uma das pontes, só passa um veículo. Você pode iniciar o trajeto com sol e encontrar neblina ou chuva.

De Morretes até a BR-116 é subida.




A Estrada da Graciosa começa com um portal às margens da BR-116 (Curitiba a São Paulo). As obras da estrada foram concluídas em 1873, tendo sido iniciadas logo após a criação da Província do Paraná. Até a metade do século XX, a Estrada da Graciosa permaneceu como única pavimentada do Paraná. Era rota de escoamento da produção de café, erva-mate e madeira com destino aos aos Portos de Paranaguá e Antonina.

A estrada hoje é utilizada mais para fins turísticos, mas tem gente que a utiliza para fugir do pedágio entre o litoral e a capital. É proibido caminhões.




A Ponte de Ferro, desativada, construída no século 19, foi projetada no Brasil e construída na Bélgica. Era transportada em pedaços e montada no local. Uma volta ao passado.




Na praça principal de Morretes encontramos o cover de Raul Seixas. Voz idêntica. Ele canta e toca vários instrumentos ao mesmo tempo. Atende a pedidos, desde que você deixe alguns trocados em uma botina, que fica sobre uma caixa de som.




Morretes não tem praia, então, as atrações ficam por conta das apresentações pela cidade, prédios históricos, restaurantes e lojas.




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