15/11/2020 - CASTROLANDA E O MUSEU -

Castrolanda: a Holanda dentro de Castro



A seis quilômetros da cidade de Castro (com asfalto), está localizada a comunidade rural de Castrolanda. Trata-se de uma colônia holandesa que começou a ser formada em 1951. Alí fundaram a cooperativa com o mesmo nome, uma das maiores do Brasil.




Tudo começou no final da Segunda Guerra Mundial. Famílias holandesas viviam momentos de incerteza com a falta de terras. Muitas resolveram deixar o País e escolheram o Paraná.




Em uma área de 5 mil hectares, surgiram a Colônia e a Cooperativa. O nome "Castrolanda" é a união do município com o país de origem. O objetivo inicial era a cooperativa de laticínios.




Hoje, além da atividade leiteira, a Cooperativa é uma das maiores do Brasil e atua na área de grãos, principalmente soja, milho e feijão.




Construído em 2001, por um engenheiro vindo da Holanda, Castrolanda tem um dos maiores moinhos de vento do mundo. O nome é "De Immigrant" (O Imigrante). O monumento tem 37 metros de altura do chão até a ponta da pá. Possui duas mós conseguindo produzir até 3.000 quilos de farinha de trigo. Os mecanismos, engrenagens, pinos e encaixes foram feitos quase que totalmente em madeira. O De Immigrant funciona perfeitamente e pode ser visitado por dentro até a cúpula. Além do moinho, a construção abriga salão de eventos, museu, restaurante, biblioteca e loja de artesanato. O restaurante é terceirizado.





Castrolanda, ao pé da letra, é mesmo uma pequena Holanda no Paraná. Por onde você passa, em pouco mais de 20 peqenas ruas, a arquitetura típica holandesa está por todos os lados.




A comunidade segue três pilares básicos: Família, Cooperativa e Religião. As crianças frequentam uma Escola Evangélica, e a religião é praticada na Igreja Evangélica Reformulada.




Na imagem acima uma das residências de Castrolanda. A colônia conta ainda com posto de combustíveis (Shell), agência do Banco do Brasil e Hotel.




Outro espaço que chama a atenção em Castrolanda é o Museu Histórico. Inaugurado em 2016. Mostra as características da região Nordeste da Holanda, de onde a maioria dos imigrantes partiu.




Museu de Castrolanda. É cobrado ingresso para visitar o museu e conhecer o interior do Moinho de Vento.




Museu de Castrolanda. O Centro Cultural é aberto de sexta à domingo e feriados das 13h às 18 horas. Telefones: moinho - 42-3234-1231. Museu - 42-3234-1286.




Museu de Castrolanda. O restaurante é aberto diariamente para almoço (42-3234-1411).




Museu de Castrolanda. Junto ao Centro Cultural também funciona a "Artelanda", espaço que vende artesanato. Aberto de sexta à domingo e feriados das 14h às 18 horas.




Até tratores antigos estão expostos no Museu de Castrolanda.



Castro: Museu do Tropeiro



Em uma das primeiras casas construídas na cidade de Castro, funciona o Museu do Tropeiro. Alí estão quase 3 mil objetos que contam a história dos tropeiros que passaram pela região no século 18. O museu foi inaugurado no dia 21 de janeiro de 1977 e é tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná.




A menos de 100 metros está outro museu denominado de "Casa de Sinhara", que retrata o "ambiente familiar" dos pioneiros de Castro e como eram as residências e até móveis da época. Relacionamos algumas imagens dos dois museus. Uma viagem no tempo...




Sala de estar com destaque para o Gramofone. Tipo de toca-discos criado pelo alemão Emile Berliner e patenteado em 1887.




Uma sala de visitas com duas escarradeiras. Elas eram utilizadas como forma de prevenir a tuberculose. Cuspir na escarradeira era um ato de elegância.




Roca de fiar é uma ferramenta utilizada na fiação manual.




Alguns modelos de ferros de passar, alguns "pentes" e velha máquina de costura.




Sala de jantar.




Artigos de decoração colocados à venda. São réplicas feitas por um artista local.




Utensílios de cozinha.




Utensílios de cozinha.





Rádio Frahm, fabricado nos anos 50.




Quarto de uma criança




Cama de casal de um dos pioneiros de Castro.




Modelito do século 19.




Balanças.




Além das que aparecem na foto acima, o Museu do Tropeiro de Castro, tem no acervo outras moedas do Império.




Quarto de descanso do tropeiro.




Utensílios de cozinha.




Sem farmácia em cada esquina, o certo era recorrer à mãe natureza..




Tipos de rodas utilizadas nos carroções.




O veículo da imagem acima não se encontra em exposição. Está sendo restaurado no fundo do museu. Com autorização fizemos a foto.




Uma das vestimentas utilizadas pelos pioneiros.




Aberto aos finais de semana. Não é cobrado ingresso para visitar os museus de Castro. Ótimo atendimento dos funcionários da prefeitura que repassam informações. Na Casa Sinhara, um pedaço da parede mostra a construção em taipa. Essa parte é coberta por um vidro.




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