28/10/2021 - GOIOXIM -

Goioxim: soja lidera, mas tem diversificação agrícola



Em linha reta, Goioxim está localizada a 133 quilômetros de Campo Mourão. Mas por asfalto, a única opção é via Guarapuava, e o trecho é de 275 quilômetros. Para encurtar a viagem (199 km), é preciso passar por vários trechos de terra (Roncador, Palmital, Marquinho). São quase 100 quilômetros sem asfalto. E mesmo passando por Guarapuava, a rodovia com destino à cidade (a partir da BR-373), é como se fosse meia pista com asfalto. "Ficou faltando um lado". São 40 quilômetros em meia pista, "negociando", espaço com carretas e caminhões que trafegam no sentido contrário.




Quem nasce ou mora em Goioxim é denominado de "goioxienhense". Até o começo dos anos 1900, a região era habitada por índios caigangues. Foram eles que deram o nome para a localidade: Goio (rio) e Xim (pequeno). O núcleo habitacional formado a partir de 1923, era conhecido como Lagoa Seca. Em 1934 passou a ser chamado de Juquiá. Em 1943, adotou o nome Goioxim. Até 1995 foi distrito de Cantagalo. O primeiro prefeito foi eleito em 1996 e tomou posse em 1997.




Ao redor da cidade existem muitas árvores.




Em sua parte urbana, Goioxim é pouco arborizada. No censo realizado em 2010, o município estava com 7.503 habitantes e na estivativa de 2021, caiu para 6.997. A taxa de escolarização de crianças de 6 a 14 anos é de 98 por cento. Em PIB per capita ocupa a posição 250 entre os 399 municípios do Paraná. A cidade possui 9 por cento dos imóveis com rede coletora de esgoto




O município tem 1.200 imóveis na área urbana e outros 1.200 na zona rural. Pouco mais de 100 empresas comerciais e de prestação de serviços e 6 indústrias atuam no município. A cidade não conta com agências do Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal. As empresas industriais estão ligadas ao ramo de laticínios e madeira.




A maior riqueza de Goioxim é a a produção de soja. São 21 mil hectares. O trigo ocupa 3.400 hectares e o milho é plantado em 3.110. Existe também diversificação agrícola. O feijão está presente em 2.200 ha. Quase 200 hectares são dedicados ao fumo. Vários hectares com melancia, cebola, batata, arroz, mandioca, cevada, aveia, erva-mate, laranja entre outros.




O trem passa pertinho da área urbana de Goioxim. Quem mora na cidade escuta o apito. Trata-se da linha férrea ligando Cascavel à Guarapuava, fazendo conexão com o Porto de Paranaguá. O traçado também corta os municípios de Candói, Cantagalo, Marquinho, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Guaraniaçu, Ibema e Campo Bonito. É mais conhecida por Ferroeste. A grande reivindicação de Goioxim é uma ligação asfáltica (34 quilômetros) com o município de Marquinho. A obra encurtaria a distância com as cidades do Oeste, Noroeste e Norte do Paraná.




A Prefeitura e Câmara dos Vereadores de Goioxim estão localizadas no mesmo prédio. O aniversário do município é comemorado no dia 30 de outubro. A principal atração é o tradicional rodeio. Parte das festividades acontecem no salão paroquial da igreja matriz.




Na única praça de Goioxim, destaque para a imagem do Cristo Redentor. A história e a vida de Goioxim é relatada em livros da professora Paulina Bocalon. Ela chegou à localidade em 1975.




A Paróquia São Sebastião de Goioxim pertence a Diocese de Guarapuava. Foi fundada no dia 12 de março de 2007.


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